Como tudo começou

Storyteller filmmaker 
Minha estória como filmmaker é recente. Sempre gostei da fotografia, mas nunca tinha tentado os recursos de filme da minha máquina. 

Depois de algumas tentativas em casa  filmando meus filhos, minha família, me dei conta da importância em ter nossa história documentada. 

 
E como tudo em nossa vida acontece aos poucos, aos poucos fui criando um estilo de registrar aqueles eventos diários. Em meus registros, tentava colocar os conceitos aprendidos em fotografia, incorporei também o conhecimento do curso de Storytelling, as dicas dos Youtubers. Iniciei assim meus estudos em cinematografia, fui absorvendo aquele novo olhar e aprendendo a dar nome ao que não me era estranho, tinha encontrado as explicações para algumas das minhas intuições.
Mas era preciso mais, era preciso editar o que eu sentia. Juntar aqueles arquivos brutos em um material final. Precisava de uma música que realmente se encaixasse com aquela história. O ritmo e a emoção transmitida nela teriam que ser transmitidos nos cortes corretos, foi quando fiz um curso de edição.
 
E assim, aos poucos, as brincadeiras lá em casa tinham começo, meio e fim e eram acompanhadas por músicas que refletiam o nosso momento e de certa forma nossa identidade. Como todo processo evolutivo e criativo, paulatinamente conseguia perceber que estava conseguindo extrair de forma mais verdadeira as emoções existentes, eu conseguia não só registrar a brincadeira em si, mas tudo o que a acompanhava, como os cuidados do Pedro com a Nina, a carinho e amor entre eles. A linguagem corporal era percebida com mais poesia e meu roteiro mental era cada vez mais rápido. Brincava com os movimentos da câmera, me permitia errar e não tinha medo de a cena não dar certo, de preencher meu cartão de memória ou da bateria acabar. E fazer aquilo tudo me enchia de felicidade. 
 
 
Dias atrás ao assistir minha história, cai e lágrimas. O trivial estava tão bem disfarçado que não me chamava atenção. A partir do momento que parei e com calma o observei, vi o quão valioso e importante ele é. Afinal aquilo era a minha felicidade e ela estava lá disfarçada no que chamamos de rotina. A felicidade estava na leitura que Pedro fazia para Nina todas as manhãs enquanto fazia a tarefa, ela estava na bagunça na hora do banho, no passeio de domingo no Shopping, estava em simplesmente observar as crianças brincado com Reginaldo enfim, a beleza estava no viver. 
O choro veio acompanhado de uma gratidão imensa. Só conseguia agradecer a Deus pela vida, pela minha família pelo meus filhos, pelo meu marido, por simplesmente TUDO.
 
Ouvi uma voz que dizia, você encontrou a sua missão e foi quando tudo fez sentido. Minha missão é mostrar nos filmes a beleza do viver em família, a felicidade nas pequenas coisas, a importância de pararmos e olharmos de fora o nosso viver para que valorizemos  cada segundo do presente e para que se preciso for nos ressiguinifiquemos. 
E assim se deu o início dessa minha jornada profissional!
Prazer, Fran Jacques